quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Espero que o digníssimo German Efromovich, habituado ao trato informal e aos tratos na oficial informalidade sul-americana, não se resigne perante os exigentes procedimentos protocolares das vetustas capitais ministeriais europeias. Perdeu-se, por enquanto, uma rentável parceria e reaproximação luso-brasileira.  Mas não desista, sr. Efromovich! Insista, sr. Efromovich!
É este realista e generoso empreendedor-capitalista exemplo maior de que um brasileiro, quaisquer que sejam suas remotas ou recentes origens familiares, tem para com Portugal uma empatia e afinidade inexplicáveis unicamente pela ligação de Língua e sangue. Há no Brasil uma mística pelo passado perdido, por Portugal, pela união a este no Reino Unido, pela fidelíssima corte portuguesa do Rio, que conseguiu nestes séculos de afastamento nada menos que lentamente recrudescer. Nisto, sou autenticamente luso-brasileiro.
Repudio veementemente todas as ultrajantes desmedidas criticas tecidas por quem se opõe a tudo quanto seja pragmática e historicamente estratégica reorientação ou reforma de vulto em Portugal.
Volte sempre sr. Efromovich. E se se quiser luso-abrasileirar tanto melhor.

sábado, 24 de novembro de 2012



Sempre que a Pátria decreta,
Vem-nos de Deus o recado.
E veste-se cada poeta
De soldado.


Esta é a epígrafe de Rodrigo Emílio à antologia de poetas portugueses Vestiram-se os Poetas de Soldados - Canto da Pátria em Guerra, de 1973.



De tempos de outrora
perdeu-se o costume
de servir, amar e matar.
É o que eu digo agora.

Esta é a minha resposta e actualização a Rodrigo Emílio.